sábado, 9 de abril de 2011

Mulher gosta de tapa na cara ? !

dando um rolé na web abuscar novos conteudos encontrei esse belo exemplar de carinho ousadia sensualidade e uma pitadinha de tapas..     Ah, lembrando sempre que "Sexo bom é sexo feito" e acrescento: com carinho e consenso!

Tapa na cara durante o sexo: por que muitas mulheres gostam? - Parte 1
Tapa na cara: 100% delas gostam
Em uma pesquisa inédita (ainda em andamento), 131 mulheres – 70% de São Paulo, entre 20 e 30 anos – responderam à seguinte pergunta: “Você já levou um tapa NA CARA (não só na bunda) durante uma transa?”. Eis o resultado:
Pesquisa realizada com 131 mulheres (fonte: Não2Não1)Pesquisa realizada com 131 mulheres (fonte: Não2Não1)
a) “Não, e não gostaria que acontecesse” | 72 respostas (55%)
b) “Não, mas acho que gostaria de levar” | 18 respostas (14%)
c) “Sim e não gostei” | 9 respostas (7%)
d) “Sim e gostei ;-)” | 32 respostas (24%)
Antes de qualquer teoria, vamos trabalhar com números:
• Somando as respostas “b” e “d”, temos 50 mulheres (38%) gostando da idéia de um tapa na cara.
• Já que mais da metade não experimentou, apenas 7% são realmente contra o tapa na cara – até conhecer os leitores bem informados da PdH, que certamente vão bater de modo impecável após a leitura deste texto.
• Se metade das mulheres que escolheram a primeira opção (”Não levei e acho que não gostaria”) mudasse de idéia (se não me engano, elas costumam fazer isso) após dar para leitores do PdH, teríamos 36 + 50 = 86 mulheres, ou seja 65,5% pedindo por um tapinha.
Outros dados da mesma pesquisa vem de 95 homens (60% entre 20 e 29 anos) que responderam à pergunta “Já deu um tapa NA CARA dela (não só na bunda) durante uma transa?”. O resultado é significativo:
a) “Não, e não pretendo dar” | 33 respostas (35%)
b) “Não, mas pretendo fazer isso em breve” | 33 respostas (35%)
c) “Sim e ela não gostou” | 3 respostas (3%)
d) “Sim e ela adorou” | 26 respostas (27%)
A maioria nunca arriscou um tapa, um resultado que imagino que não se repetiria com homens de 30 a 50 anos. Entre os 29 ousados, apenas 3 não se deram bem. Se extrapolarmos esse
universo de 29 casos onde o tapa aconteceu, temos somente 8,7% de fracasso.
Portanto, se você estiver agora com uma mulher na sua cama, pode ter três certezas: (1) há 65% de chances de ela gostar do tapa que você vai dar; (2) a chance de deixá-la mal com isso é de 8,7%; e (3) você não deveria ficar aí parado na frente do monitor. Se 65% de chances (e 8,7% de risco) é pouco para fazer você desligar o computador, continue lendo para que eu possa provar que 100% das mulheres gostam de apanhar na cara durante o sexo. Para cada argumento, algumas mulheres se encaixam, então a porcentagem sobe.
Repare apenas na expressão da mulher: é de dor ou prazer?Repare apenas na expressão da mulher: dor ou prazer?

Tapa como xingamento

Antes de partirmos para o tapa, vamos olhar para um ato mais comum durante o sexo: o xingamento. Qualquer um aqui já falou “Sua puta!” ou uma outra exclamação bem diferente: “Minha putinha”. E todos já devem ter ouvido “Mete forte” e “Me bate”. Nesses momentos, se você bateu apenas na bunda, deixou de levar a fantasia ao limite.
A mulher não se identifica com a bunda tanto quanto se identifica com o próprio rosto. Ora, nós todos temos a sensação de estarmos atrás de nossos olhos, dentro da cabeça, não em qualquer outro lugar do corpo. Se ela diz “Me bate”, se você realmente quer bater nela, é mão na cara, sem piedade.
“Na vida erótica, funciona uma espécie de proporção: para desejar sexualmente, é como se precisássemos, ao menos por um momento, despojar o outro de sua dignidade subjetiva, considerá-lo apenas como corpo. É por isso que, para alguns, é impossível desejar e amar o mesmo outro. É por isso que a maioria, na hora do sexo, não sussurra palavras de carinho, mas solta “injúrias” que rebaixam a parceira ou o parceiro, ou seja, que o transformam em carne entregue ao desejo. Nada de “meu anjo”. Na cama, é “puta”.” –Contardo Calligaris
Quem concorda com o Contardo, é sua ex-mulher, Eliana Calligaris, autora de Prostituição: o eterno feminino, no qual afirma que a fantasia da puta é essencial para que ocorra o gozo feminino:
“Eu uso a puta como uma metáfora, como a mulher que tem disponibilidade de se entregar sem regras, sem condições, simplesmente se oferece. Na imaginação feminina, ela é a mulher que tem acesso a todos os homens e dispõe do próprio corpo com total liberdade.”
O que você está esperando?O que você está esperando?

Tapa como estupro*

A primeira história verídica do livro da Eliana Calligaris é a de uma bela garota de 25 anos que nunca havia tido prazer autêntico com os homens que amara até que começou a desejar um desconhecido, a fantasiar com alguém que tinha visto apenas uma vez. “Ir para a cama com homens que ela tinha amado nunca lhe dera a licença necessária para que suas fantasias sexuais se realizassem. De uma certa forma, o amor a protegia da entrega sexual”, analisa. Antes do encontro, a garota pensa “Se eu sair com ele, sou uma puta” e enquanto se despede, na saída do motel, o cara tira dinheiro do bolso para o táxi e ela toma um choque: “Agora ele vai me pagar!”.
A cliente de Eliana gozou pela primeira vez e depois se envolveu com o ex-estranho, mas o interessante é notar que a fantasia da prostituição esconde o desejo de ser vista como um objeto, de ter seu corpo usado como corpo. Não só “dispor de seu corpo com total liberdade”, mas receber o desejo masculino:
“O que eu chamo de feminino é essa disponibilidade em aceitar a fantasia do homem. O que uma mulher (situada no feminino) quer é que o homem diga: “Eu vou te fazer tal coisa”. Quando essa frase chega para alguém que esteja em uma posição feminina, ela chega ao máximo da excitação.” –Eliana Calligaris
Sob a condição de ser desejada, a mulher se entrega à condução masculina: “Se você me deseja, eu faço seu desejo”. É como se ela estimulasse o desejo masculino para, em contrapartida, se sentir ainda mais desejada. Um processo, aliás, comum a todos: muito mais do que desejar o outro, desejamos o desejo do outro.
O homem, por sua vez, age como se fosse um estuprador do bem: ele a olha com desejo, ele se impõe, ele “rende a vítima”, ele conduz. Entretanto, ao contrário de um estuprador, ele não age contra a mulher, ele age a favor do desejo feminino. Não há violência ou agressão em seu ato.
O desejo dela é se render ao desejo dele. Em um casal, quando um homem não se decide, a mulher tem dificuldade para se abrir; quando não propõe e convida, ela não se movimenta para ele; quando o homem não expressa seu desejo com vigor, não consegue acessar o dela.
* Nota: A metáfora do estupro foi usada apenas para esclarecer uma idéia. Por favor, ignore todos os problemas dessa comparação. Em nenhum momento, este artigo faz apologia ao estupro ou à submissão feminina.

Tapa como punição e acolhimento

Toda mulher tem uma capacidade quase infinita para se movimentar, dançar e espiralar. Elas são vida: ora ensolaradas, ora chuvosas e tempestuosas. É esse segundo aspecto, da tempestade, que me interessa aqui. Elas surtam na TPM, urram no parto, gritam no sexo, choramingam sozinhas no banho… São hábeis em causar confusão (perdendo apenas para homens bêbados ou fanáticos). O homem que é capaz de lidar com tais movimentações é apenas aquele que consegue puni-la.
Tal punição nunca chega a acontecer (ou pelo menos não deveria), mas é a capacidade de punir que revela se podemos ou não atravessar a tempestade feminina. O tapa como poder de punição é, no fundo, um gesto de acolhimento: “Vá, enlouqueça sem medo, perca-se, porque eu te pego como você estiver e te coloco no lugar”.
Não só acolhimento, mas repouso. A excitação sexual move e potencializa todas as emoções que a mulher sente em seu cotidiano. Nesse sentido, o tapa funciona como um chacoalhão: a ansiedade, a agitação, o medo cessam e a mulher relaxa. Somos um pouco animais: o macho amansa a fêmea.
É claro que a mulher não precisa de um homem para ter prazer, ser acolhida ou repousar, mas aqui nosso universo se resume ao casal, à dinâmica entre o masculino e o feminino – não necessariamente entre um homem e uma mulher, já que ela também está presente em um casal homossexual.

Tapa como abertura ao prazer

Xingar, bater e render uma mulher não deveria ser encarado como ações de humilhação ou diminuição de seu valor. Pelo contrário, o homem que sabe bater na cara sabe também que a condição de entrega é uma virtude, uma preciosa qualidade exclusiva do feminino – lembrando que aqui uso o feminino, e a própria Eliana Calligaris faz o mesmo, como uma posição que também pode ser assumida por seres com testículos.
Qualquer mulher fica mais bonita, inteligente, alegre e criativa quando está aberta sem rigidez, quando manifesta Shakti, sua verdadeira natureza de movimento e dança livre em meio aos fenômenos. Muitas vezes, porém, as mulheres param de dançar, enrijecem o movimento, travam o corpo, deixam de brilhar. Além de sustentarem tais fixações com palavras e ações, elas pedem por coisas que reifiquem sua estagnação. É aí que entra a mão masculina.
O bom parceiro desrespeita as visões negativas que uma mulher tem de si mesma, ignora seus pedidos carentes e corta através de qualquer reclamação neurótica que não seja a dança de Shakti. Se a mulher se entrega ao homem, é para que ele possa entregá-la ao prazer – não apenas do sexo, mas da vida. Ao bater em sua cara, ele abre a mulher para si mesma.
“Talvez o grande prazer dessa fantasia [de ser puta] seja o de não se encontrar submetida a um só homem. É uma fantasia que devolve o corpo da mulher para a mulher, para que ela disponha dele da forma que desejar. Uma mulher sexualmente satisfeita não é uma mulher que dormiu com cem homens, e sim alguém que cem vezes pôde entregar o seu corpo ao prazer.” –Eliana Calligaris."

Fonte: Papo de homem
           Olhos pensantes

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